Boas Maneiras, Etiqueta e Saúde

Será que existe uma influência das boas maneiras na saúde?

Tanto da nossa própria saúde quanto na de nossos familiares, entes queridos, empregados, colegas de trabalho, estranhos de passagem, enfim, todos os indivíduos à nossa volta?

Claro que sim!

 

Compaixão

 

Afinal, boas maneiras alheias nos fazem sentir bem e não tenho dúvida que não há saúde sem bem-estar.

Fico me perguntando se não teria sido a partir dessa constatação básica que os grupos humanos, conforme foram se aglomerando e interagindo socialmente ao longo da História, teriam passado a dar atenção a algumas regras, gestos, atos como o de tirar o chapéu para cumprimentar, palavras de cortesia como “bem-vindo”, “obrigado”, “por favor”, indumentária, adornos…

O ato de se vestir bem, sorrir sempre, ter uma palavra agradável para todos, e até mesmo os adornos de antigamente como luvas, bengalas e chapéus, tudo isso sempre conspirou no sentido de criar um ambiente agradável à nossa volta.

Hoje andamos na rua e vemos o que?…

Um individualismo, um senso de que não importa o impacto que eu possa causar à minha volta somente pela minha presença, por “estar ali” naquele momento.

Ao contrário, ser indiferente, e muitas vezes até mesmo grosseiro, é o que parece estar certo.

Ser antipático é “cult” e ser sem educação é normal e universal a todas as classes sociais.

No trânsito, na rua, no trabalho, no lazer e em casa.

A consequência, vejo-a muito clara: todos acabam  por se sentir apenas “mais um” no meio de uma multidão de “iguais” num contexto que convida à tristeza e até hostilidade.

A autoestima, assim, tende a cair.

E quem costuma levar a culpa? Os outros: “– Ninguém gosta de mim!”

Ou então a culpa recai sobre alguma estrutura do próprio corpo:  “– Minha pele é feia!”; “–Estou acima do peso!”; “– Meu nariz é grande demais!”; “– Meus seios são pequenos demais!”.

E a queda da autoestima é a porta de entrada para uma sensação de fracasso, na vida e na saúde mental e física.

Não é à toa que a sociedade civilizada trilhou e decifrou, ao longo da história, um método para ter e cultivar boas maneiras, fazendo os outros se sentirem bem ao seu redor.

E em algum momento isso acabou, sim, degenerando em esnobismo, o que provavelmente contribuiu, por sua vez, para o declínio e degeneração daquela mesma etiqueta.

Mas na verdade todos os casos de esnobismo são maus exemplos.

 

compaixão (1)

 

Os bons exemplos (e há muito mais bons que maus) são aqueles indivíduos com os quais é sempre um prazer estar perto, aquelas pessoas que naturalmente, simplesmente, têm graça!

Originalmente nada disso deve ter a ver com esnobismo.

Deve ter nascido da constatação que “faz todo ambiente ficar mais agradável”.

Tanto que sempre existiram pessoas assim, exaltando charme, autoconfiança, simpatia, gentileza.

E existem até hoje!

Nobres – de espírito! De alma! E belos!

Quem sonharia em achar feias pessoas assim, não importa a idade ou tipo físico?

 

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E isso não pode gerar outra coisa senão uma ampliação desse bem-estar a partir de quem recebeu o seu gesto!

Uma coisa é certa: reclamar que “tudo está errado à sua volta” não adianta.

Se nós cuidarmos um do outro com gestos, palavras e visual agradáveis, tornaremos mais feliz todo o mundo ao nosso redor!

E o que é esse código de aparências, gestos e palavras teatrais senão etiqueta ou, simplesmente, boas maneiras!

Algo simples – por exemplo: sorria!

Focalize no lado bom das pessoas!

Elogie!

Vista-se bem!

Ligue o botão do romantismo e prepare um bom jantar à luz de vela, ainda que só para você!

Faça uma gentileza no trânsito e dê passagem àquele carro saindo da garagem à sua frente (mas não se esqueça de dar um sorriso e fazer um gesto simpático, amplo)!

Enfim, espero sinceramente que você tenha captado o espírito desta minha recomendação, coloque-a imediatamente em prática e ateste como a sua vida, bem-estar e, sim, até mesmo sua saúde, mudam!

 

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