Ganhar ou perder peso tem muito a ver com as suas bactérias intestinais

Parece que a cada ano que passa, escutamos sobre uma nova possível utilização dos probióticos: de alergias e eczema à depressão e ansiedade. O fato é que o acúmulo de estudos está indicando que o que já foi pensado como organismo humano pode ser melhor considerado como ecossistema humano.

 

A palavra “bactérias” já não é considerada inerentemente má, mas sim – como tudo na saúde e nutrição – há boas e más. Está se tornando claro que para a saúde geral é essencial manter uma colônia saudável de bactérias intestinais. E na batalha contra a protuberância, uma nova pesquisa está mostrando algo muito promissor: há bactérias que nos fazem mais gordos e há bactérias que nos fazem perder peso.

Antes de eu começar a nomear e envergonhar os micróbios em questão, é importante notar que esta é apenas uma peça do quebra-cabeça chamado perda de peso. Não vamos deixar que as bactérias do intestino se tornem a nova força externa culpada de todos os nossos problemas de saúde como se fossemos impotentes – todos nós já ouvimos, em um ponto ou outro, alguém lamentar seu metabolismo lento, enquanto devora uma grande pizza e toma Coca-Cola Diet.

 

Mas se pudermos manter saudável o ecossistema intestinal, esta poderia ser a chave para fazer nossos treinos e dietas fazerem o que é suposto: nos manter num peso saudável.

 

Quais as bactérias que estamos falando, exatamente?

São as Bacteroidetes que parecem ser nossas amigas quando se trata de perda de peso, e Firmicutes que promovem o ganho de peso, especialmente na área central, em torno do abdômen. Estas inquilinas microscópicas de nossos intestinos parecem interagir com a insulina e modular a inflamação, as quais resultam em favorecer ou não o ganho de peso. Há também evidências que sugerem que os níveis mais elevados de certas bactérias reduzem a absorção de calorias em excesso.

 

Mas antes de correr para a loja de alimentos saudáveis para comprar um super probiótico, tenho uma má notícia: as Bacteroidetes são tão instáveis fora do corpo humano, que morrem em poucos minutos – e não podem ser transformadas em um suplemento.

O segredo, então, é aprender a comer uma dieta anti-inflamatória que promove o crescimento de bactérias boas e mata as consideradas más. Veja como.

 

Como promover a sua própria produção de bactérias que equilibram o peso:

1. Limite a ingestão de gordura

A recente tendência de dietas ricas em gordura e baixo carboidrato é a evidência de que a ingestão excessiva de gordura e uma dieta ocidental típica alimenta a inflamação do intestino induzida por bactérias. Mas nós definitivamente não precisamos voltar para as dietas sem gordura dos anos 90. Em vez disso, vamos ao equilíbrio: ingerir gordura suficiente para a saciedade, sem excessos.

 

2. Eliminar os alimentos que lhe causam inchaço

Ignorar as tendências dietéticas e, em vez disso, sintonizar com a sua intuição: o que é que o seu corpo tem dificuldade de digerir? Remova estes alimentos por um tempo para a recuperação intestinal.

 

3. Coma alimentos prebióticos

Eu estou falando de aspargos, cebola, alho, alcachofra de Jerusalém e raiz de chicória. Todos estes contêm fibras que alimentam suas boas bactérias existentes, levando-as a crescer em número. Alimentos probióticos como kefir e chucrute podem também ajudar.

 

4. Inclua ingredientes anti-inflamatórios

A curcumina e olmo são anti-inflamatórios tradicionais que são fáceis de adicionar em um smoothie ou em chás.

 

5. Escolha suplementos de qualidade

Glutamina e Saccharomyces boulardii são algumas adições que a maioria das pessoas pode tolerar, o que irá ajudar a equilibrar a carga bacteriana e estimular a reparação de tecidos do trato digestivo.

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