Você precisa de Motivação?

Quando falamos em motivação, referimo-nos à força que nos move para determinada ação, sendo de extremo valor para nossas vidas, tanto para a manutenção de nossas atividades rotineiras, quanto para o atingimento de metas. Logo, sua boa administração é fundamental para o sucesso. É importante compreendermos que existem dois tipos de Motivação:

1) Intrínseca

2) Extrínseca.

 

 

 

 

A Motivação Intrínseca se refere ao interesse do indivíduo em executar uma ação pelo simples prazer, alegria e excitação que isso lhe proporciona por realiza-la.

No esporte, pode ser identificada pelo prazer em aprender, explorar, compreender novas tarefas, competir, cumprir uma meta, a se auto superar ou vivenciar situações estimuladoras.

Quando uma atividade atrai um indivíduo a ponto de mantê-lo interessado por sua execução ou possibilidade de realiza-la novamente, deduz-se que este indivíduo está intrinsecamente motivado.

Nesta circunstância, ele se sente competente e autodeterminado.

A motivação intrínseca se baseia nas necessidades naturais do organismo para a competência e a autodeterminação, que motivam para a busca de conquistas de desafios.

Essas necessidades intrínsecas são naturais e funcionam como uma forma importante de energizar o comportamento humano.

Eles também concluíram que o temperamento emocional e a autoestima são duas variáveis positivas em pessoas intrinsecamente motivadas.

Logo, a atividade precisa ser desafiante.

O nível crescente e equilibrado de dificuldade mantém o indivíduo intrinsecamente motivado.

A Motivação Extrínseca refere-se ao objetivo da ação, àquilo que ela representa ou que o indivíduo conseguirá através dela, podendo-se obter recompensas, o que gerará o prazer.

 

 

 

 

Na prática, ambas ocorrem juntas, porém deve-se ter cautela com a motivação extrínseca, que tende a terminar após a conquista do objetivo, podendo levar o atleta à desmotivação.

É comum o predomínio de uma motivação sobre a outra, dependendo da situação e momento de vida do atleta.

Entretanto, no esporte, é esperado que predomine a motivação intrínseca, já que favorece consequências positivas do ponto de vista afetivo, cognitivo e comportamental.

No ponto de vista pedagógico do esporte, deve-se considerar que se aprende algo, basicamente, por duas razões:

1) interesse

2) repetição / treinamento.

Uma vez que nem sempre é possível mudar os motivos subjetivos do aluno, pode-se agir como mediador no contexto das práticas e desenvolver estratégias e intervenções que permitam a experimentação de sucessos e fracassos que possam despertar o interesse e o prazer que anteriormente estavam distantes das práticas desses indivíduos, além de trabalhar positivamente com a frustração.

Claro que sucessos e fracassos podem afetar a motivação intrínseca, especificamente em eventos competitivos, que contém aspectos controladores e informativos que podem influenciar a percepção dos lócus da causalidade dos participantes, refletindo diretamente na autoestima e desempenho.

Questões como essas podem ser trabalhadas em Psicoterapia para uma análise mais realista de si mesmo e das metas que deseja atingir.

Podemos estabelecer algumas diretrizes para despertar o processo de motivação intrínseca, como:

1.) Ressaltar os pontos positivos ou de destaque do atleta/aluno;

2.) As recompensas devem vir por conta do desempenho;

3.) Usar elogios verbais e não verbais;

4.) Variar o conteúdo e a sequência dos exercícios;

5.) Envolver os participantes nas tomadas de decisões;

6.) Estabelecer metas reais de Desempenho.

A percepção de como motivar cada indivíduo é essencial para o desenrolar de um bom trabalho.

Mesmo em um grupo com diferentes históricos pessoais, o olhar atento e a adoção de estratégias personalizadas tornam possíveis o estímulo, o desenvolvimento de potenciais, a melhora no desempenho e o atingimento de metas, levando a uma maior realização pessoal e profissional.

 

 

 

Annie Nolasco
CRP: 121699/06

Deixe uma pergunta:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Dra Ritz - © 2015 - Todos os direitos reservados.