O segredo para uma boa vida de acordo com o mais longo estudo sobre felicidade

 

Você não pensa que a satisfação verdadeira é determinada por sua mídia social e conta bancária, certo? Muito bem. De acordo com estudo da Harvard, de 75 anos de duração, sobre o desenvolvimento adulto, a variável preditora mais importante para a felicidade e bem estar provém do tipo de relacionamento com a família, amigos e companheiros.

 

O diretor do estudo, Robert Waldinger – que também é um sacerdote zen e professor de psiquiatria em Harvard – explica as descobertas de sua equipe: “A mensagem mais clara que obtemos deste estudo de 75 anos é esta: boas relações nos mantêm mais felizes e saudáveis. Ponto final”. Em uma TED Talk de 2016, Waldinger observou que promover e manter relacionamentos fortes ajudam a proteger contra doenças mentais, doenças crônicas e declínio de memória.

 

De acordo com Waldinger, “o estresse crônico de ser solitário, de ser infeliz, entra no corpo e vai quebrando o indivíduo ao longo do tempo”. Mas o segredo para o bem-estar não está em se cercar constantemente de pessoas e de ficar atado ao parceiro romântico. A verdade é que você pode estar sozinho em uma multidão, bem como em uma parceria romântica em que você e seu parceiro estão emocionalmente distantes. “Não é o número de relacionamentos, mas a qualidade e a profundidade dos relacionamentos que são importantes”, explica Waldinger.

 

Então, sabemos que os bons relacionamentos levam à saúde e à felicidade, mas como cultivamos esses relacionamentos de qualidade? “Dar às pessoas a nossa atenção plena é uma das coisas mais importantes que temos para oferecer”, afirma Waldinger. Isso significa desconectar-se de seus dispositivos eletrônicos quando você está na presença de seus amigos e família e priorizar as relações interpessoais acima do dinheiro e notoriedade.

 

Mas o quão profundo é o Harvard Study of Adult Development? O estudo Grant, em conjunto ao estudo Glueck, acompanhou 724 homens durante três quartos de uma década para identificar os preditores psicossociais do envelhecimento saudável. Dois grupos muito diferentes foram acompanhados: 456 homens do centro de Boston e 268 graduados de Harvard, incluindo o presidente John F. Kennedy. Foram coletadas amostras de sangue, realizados exames cerebrais, analisados os questionários que os participantes completaram e feitas interações com os participantes.

 

Os pesquisadores estão agora começando a estudar os filhos dos homens e mulheres participantes no estudo Grant e Glueck. De acordo com o site da segunda geração do estudo: “Nosso novo projeto visa estudar o efeito das experiências da infância sobre a saúde na meia idade. Nosso objetivo é usar nosso rico conjunto de dados para criar um modelo detalhado de como os eventos iniciais ajudam a moldar o nosso bem-estar na meia-idade”. Para esta nova etapa, teremos que esperar pelos resultados.

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