Treinamento de força contribui para a longevidade de adultos mais velhos

Newswise – Em uma nova análise de pesquisadores da Penn State College of Medicine, Penn State Health Milton S. Hershey Medical Center e Columbia University, adultos mais velhos que atenderam as diretrizes de treinamento de força duas vezes por semana tiveram menor risco de morte. O estudo é o primeiro a demonstrar a associação em uma amostra grande, durante um longo período de tempo, especialmente em uma população mais velha.

 

Anteriormente, muitos estudos descobriram que adultos mais velhos fisicamente ativos têm uma melhor qualidade de vida e um menor risco de mortalidade. O exercício físico regular está associado a benefícios para a saúde, incluindo a prevenção da morte precoce, doenças cardiovasculares, diabetes e alguns cânceres. Mas, embora as recompensas de saúde da atividade física e exercícios aeróbicos estão bem estabelecidas, poucos dados foram coletados sobre o treinamento de força.

 

Durante a última década, pesquisadores começaram a demonstrar os benefícios do treinamento de força sobre a massa muscular e função física, bem como a melhoria das condições crônicas, como diabetes, osteoporose, lombalgia e obesidade. Pequenos estudos têm observado que maiores quantidades de força muscular estão associadas com menor risco de morte.

Uma das razões para essa falta de dados pode ser porque as diretrizes de treinamento de força são mais recentes do que as recomendações para a atividade aeróbica. Embora o American College of Sports Medicineemitiu pela primeira vez as diretrizes de exercícios aeróbicos décadas atrás, não foi até 2007 que a organização e a American Heart Association lançaram uma orientação comum recomendando que todos os adultos treinem a força, pelo menos, duas vezes por semana.

 

“Isso não significa que o treinamento de força não fizesse parte do treinamento físico há muito tempo, mas só foi recentemente solidificado como uma recomendação”, contou a Dra. Jennifer L. Kraschnewski, professora assistente de medicina e saúde pública, Penn State College of Medicine.

 

Para examinar os efeitos de mortalidade em adultos mais velhos que atendem às diretrizes de treinamento de força, Kraschnewski examinou dados de 1997 a 2001 do National Health Interview Survey (NHIS), associando a atestados de óbito até 2011. Os pesquisadores publicaram seus resultados em Preventive Medicine.

O NHIS coleta dados gerais de saúde, doença e incapacidade da população dos EUA a partir de uma amostra nacionalmente representativa de todos os 50 estados e do Distrito de Columbia. A pesquisa de 1997 a 2001 incluiu mais de 30.000 adultos com idade a partir de 65 anos.

Durante o período da pesquisa, mais de 9% dos adultos mais velhos relataram o treinamento de força, pelo menos, duas vezes por semana.

“Isso é apenas uma pequena fração da população, mas na verdade é maior do que tínhamos previsto”.

 

Os pesquisadores acompanharam os participantes por 15 anos através de atestado de óbito. Cerca de um terço dos entrevistados havia morrido até o ano de 2011.

Entre os que treinavam pelo menos duas vezes por semana, a mortalidade foi 46% menor, 41% menos morte cardíaca e 19% menos probabilidade de morte devido a câncer, em comparação com aqueles que não treinaram.

 

Os adultos mais velhos que aderiram às diretrizes de treinamento de força eram, em média, ligeiramente mais jovens, homens brancos na maioria casados e com níveis mais elevados de educação. Também eram mais propensos a ter peso normal, a fazerem exercícios aeróbicos e a se absterem de álcool e tabaco. Quando se ajustou para as variáveis demográficas, comportamentos de saúde e condições de saúde, um efeito estatisticamente significativo sobre a mortalidade permaneceu. Embora os efeitos sobre a mortalidade cardíaca e câncer não foram estatisticamente significativos, os dados ainda apontaram um benefício.

 

Além de melhorar a força muscular e a função física, o estudo é uma forte evidência de que o treinamento de força em adultos mais velhos apresenta benefícios adicionais.

“Precisamos identificar mais maneiras para ajudar os adultos mais velhos a se envolverem com treinamento de força para que possamos aumentar o número atual de pouco menos de 10% ativos para uma percentagem muito maior”.

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