7 comportamentos contagiosos, de acordo com a ciência

O riso realmente é contagioso, dizem os cientistas.

Certos comportamentos – como risos e bocejos – podem ser mais fáceis de ‘pegar’ do que o resfriado em torno de seu escritório, de acordo com psicólogos. O “contágio comportamental” é um fenômeno bem documentado na psicologia. Nossos cérebros são esquematizados para a interação social e ligação com as pessoas. Quando imitamos as ações que vemos naqueles que nos rodeiam, criamos empatia e ganhamos uma ideia de como os outros estão sentindo.

Talvez o comportamento contagioso mais conhecido é o bocejo – sinal de empatia e uma forma de vínculo social. Até mesmo os cães podem bocejar ao ver seus proprietários bocejando. Aqui segue uma lista de alguns outros comportamentos contagiantes:

 

Assumir riscos

Isto pode explicar como grupos de adolescentes podem fazer coisas tão estúpidas: o comportamento de risco é contagioso. Um novo estudo conduzido por neurocientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia descobriu que depois de testemunharmos os outros se envolvendo em comportamentos financeiramente arriscados – como fazer apostas em um cenário de jogos de azar – nos tornamos mais propensos a assumir riscos semelhantes. (Investidores, tomem nota!)

 

Bocejar

Existe um tipo de pessoa que parece ser completamente imune ao efeito do contágio do bocejo. Um estudo realizado no ano passado constatou que os psicopatas, cujas personalidades são marcadas pela incapacidade de sentir empatia, não “pegam” bocejos como o resto de nós.

 

Rir

A ciência confirmou o que muitos sabem a partir da experiência: Seu cérebro responde ao som de risos e automaticamente age para participar – mesmo se você não ouviu a piada ou não fazia parte da conversa. “Parece que é absolutamente verdade o ditado ‘ria e todo mundo rirá com você'”, Sophie Scott, neurocientista da University College London e uma das autoras do estudo, disse ao LiveScience. “Sabemos há algum tempo que, quando estamos falando com alguém, muitas vezes nos espelhamos no seu comportamento, usando as mesmas palavras e imitando seus gestos. Agora, mostramos que o mesmo parece aplicar-se ao riso – pelo menos ao nível do cérebro.”

 

Sorrir

Diz-se que quando você sorri, o mundo inteiro sorri com você – e psicólogos têm mostrado que este clichê comum contém um núcleo de verdade. A investigação descobriu que quando estamos com uma pessoa e ela sorri, ficamos propensos a “experimentar” a expressão facial para ter uma noção de como ela está sentindo. Este fenômeno natural de mímica facial nos permite não só a empatia com os outros, mas também experimentar as suas emoções.

 

Franzir a testa

O mesmo instinto que nos leva a sorrir quando os outros o fazem também nos dá o impulso para baixarmos os cantos de nossas bocas quando vemos uma face com um cenho contraído. Sim, a mímica facial aplica-se a carrancas também (e até mesmo caretas!). Você pode não necessariamente formar uma careta em resposta a outra pessoa, mas há uma boa chance de que seus movimentos faciais irão mover-se ligeiramente nesse sentido.

 

Rudeza no local de trabalho

Infelizmente, não são apenas os comportamentos positivos que nos influenciam. Ser indelicado para com seus colegas de trabalho também pode levá-lo a se comportar da mesma maneira.

Um estudo de 2015 pela Universidade da Flórida, publicado na revista Applied Psychology, descobriu que quando as pessoas encontram um comportamento rude no trabalho, elas estarão mais propensas a perceber grosseria em interações futuras no mesmo local, e, por sua vez, responderão rudemente também. “Parte do problema é que geralmente somos tolerantes com esses comportamentos, mas eles são realmente muito prejudiciais”, Trevor Foulk, um estudante de doutorado e principal autor do estudo, disse em um comunicado. “A atitude rude tem um efeito negativo incrivelmente poderoso no local de trabalho.”

 

Tremer de frio

Basta olhar para uma pessoa que está com frio e isso pode ser suficiente para fazer você sentir frio também.

 

Um estudo de neuropsiquiatria em Brighton e Sussex Medical School, publicado no ano passado na revista PLoS One, encontrou evidências desse “contágio” e sugere que, quando os participantes assistiam a um vídeo no qual uma mão era mergulhada em água gelada, a temperatura de suas mãos abaixava também. Quanto mais empáticos os participantes se classificaram, maior a queda de temperatura que experimentaram.

 

Quanto à sensação de calor, infelizmente, não pareceu ter o mesmo efeito.

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