Corrida e performance sexual

Imagine-se num centro de pesquisas monitorando à distância um indivíduo por 24 horas. Você não sabe onde ele está, nem o que está fazendo. Apenas acompanha as alterações fisiológicas que ele apresenta ao longo do dia. De repente, a pessoa em observação apresenta um aumento de frequência cardíaca e do fluxo sanguíneo. Sua respiração parece ofegante.

O que você deduz? Essas mudanças indicam a prática esportiva ou sexual? Inicialmente as duas respostas estão corretas. Cientificamente, a correlação entre sexo e exercício é que ambos são atos físicos, que promovem alterações fisiológicas idênticas.

As similaridades entre os exercícios e a atividade sexual incluem também as substâncias liberadas pelo organismo nas duas situações: a adrenalina e a endorfina. A primeira é um estimulante nervoso central, que ajusta o organismo para qualquer tipo de esforço físico. Já a endorfina é a responsável por aquela sensação típica de bem-estar e prazer.

Se o sexo provoca uma resposta do organismo similar à de quando corremos, poderíamos pensar que corredores e maratonistas são excelentes amantes. Um ironman seria tranquilamente um ironlover? Não é bem assim. A atividade sexual tem um componente emocional extremamente determinante, por isso a boa performance sexual de esportistas não é 100% garantida.

Segundo pesquisas, não existem aspectos isolados que proporcionam uma vida sexual saudável. Ela é uma consequência de um conjunto de fatores e, principalmente, do equilíbrio entre atividade física, lazer, trabalho, diversão e prazer. Os exercícios físicos são apenas uma “forcinha extra”, pois isoladamente ajudam a eliminar tensões físicas e emocionais. Além disso, esportistas em geral possuem uma maior consciência corporal. Relacionam-se melhor com seu corpo e costumam ter autoestima e bom humor elevados, características que só contribuem na manutenção de um relacionamento amoroso tranquilo e prazeroso.

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